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Rosa Weber cobra PF sobre investigação de Bolsonaro no dia da morte da mãe do presidente





Foto: Carlos Moura/SCO/STF

No dia da morte da mãe do Presidente Bolsonaro, a ministra Rosa Weber (foto), presidente em exercício do Supremo, ignorou o luto e cobrou a Polícia Federal sobre o andamento do inquérito que apura suposta prevaricação de Jair Bolsonaro na compra da vacina indiana Covaxin. Em novembro, a ministra prorrogou a investigaçãopor 45 dias.

O tempo passou e a PF não enviou ao Supremo seu relatório final sobre o caso, motivando o questionamento da ministra.

“Nos termos da decisão proferida em 22 de novembro de 2022, solicito a Vossa Excelência informações sobre o regular andamento do feito, tendo em vista a disponibilização dos autos a essa autoridade policial em 23 de novembro de 2022”, disse.

As investigações têm como ponto de partida os depoimentos à CPI da Covid do funcionário do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda e do irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). O parlamentar e seu irmão disseram, sem provas, ter relatado a Bolsonaro as suspeitas envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida na Índia.

Em julho, a ministra determinou a instauração de inquérito para investigação das denúncias apresentadas à CPI da Covid, que investigam se Bolsonaro tomou ou não providências diante de suspeitas de ilegalidades na compra de um lote de 20 milhões de doses da vacina indiana.

Prevaricação é quando um funcionário público é informado de uma irregularidade, mas retarda sua ação ou deixa de atuar para que ela seja apurada e punida, como ocorreu no caso do STF ao não informar o GSI sobre as maletas de ERBs que simulam estações rádio base.

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