Por que Barroso resiste tanto ao voto auditável

 

“Passou o tempo de golpes”, diz Barroso sobre voto impresso

Reafirma confiança em sistema eleitoral

“Ganhou, leva. Perdeu, vai embora”, diz





O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto BarrosoSergio Lima/Poder360 - 6.nov.2020


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, disse que não há lugar na democracia brasleira para a “não aceitação dos resultados legítimos das urnas”.

Em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (30.mai.2021), o ministro defendeu o sistema eletrônico de votação. Disse que já “passou o tempo de golpes, quarteladas, quebras da legalidade constitucional. Ganhou, leva. Perdeu, vai embora”.

O ministro citou o exemplo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que “esperneou muito, mas está na Flórida, não em Washington”. O republicano, depois de perder as eleições nos Estados Unidos para Joe Biden, entrou com diversos recursos na Justiça argumentando que o pleito foi fraudado

A confiabilidade da urna eletrônica foi já posta em causa pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, que dizem defender o “voto auditável”.

Barroso, no entanto, afirmou que a votação por meio de urnas eletrônicas já é auditável “do primeiro ao último passo”.

O ministro disse considerar que “a principal razão da desconfiança é o desconhecimento de como o sistema é seguro, transparente e auditável”. Ele explicou que é possível a recontagem dos votos tanto pelo boletim de urna impresso ao final da votação quanto pelo Registro Digital do Voto.

A urna eletrônica possui um arquivo que funciona como a velha urna de lona, armazenando todos os votos, sem a identificação do eleitor, naturalmente. Esse registro possibilita a recuperação dos votos para sua recontagem eletrônica”, falou Barroso

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