Casal se queixa de dificuldades para registrar o filho como Lúcifer


Os pais praticamente garantiram para o próprio filho uma série de transtornos perfeitamente evitáveis com um mínimo de bom senso
casal britânico Dan e Mandy Sheldon se queixou de dificuldades para registrar o filho com o nome de Lúcifer no condado de Derbyshire.
A funcionária responsável pelo registro do bebê cumpriu as orientações de aconselhar os pais a repensarem a escolha do nome devido ao seu potencial de gerar constrangimentos e transtornos para o menino, mesmo que não se entre no mérito religioso envolvido em tal escolha.
O pai, no entanto, se sentiu mal atendido e declarou à imprensa local:
“Estávamos empolgados em registrá-lo, mas a mulher nos olhou com total desaprovação. Ela disse que Lúcifer nunca iria arrumar um emprego e que os professores não iriam gostar de dar aulas para ele. Tentei explicar que não somos pessoas religiosas e que Lúcifer em grego significa ‘portador da luz’ e ‘manhã’, mas ela não quis ouvir. Ela disse também que era ilegal registrar uma criança com esse nome na Nova Zelândia e que talvez pudéssemos dar outro nome e chamá-lo de Lúcifer só em casa”.
A funcionária mencionou a Nova Zelândia como exemplo, dado que aquele país incluiu Lúcifer na sua lista de nomes proibidos em 2013. No Reino Unido, porém, existem poucas restrições legais para o registro de nomes de pessoas, sendo recusados, basicamente, os que contenham números ou termos obscenos.
No fim das contas, o insistente casal conseguiu registrar o inocente bebê com um nome que bilhões de seres humanos de todo o planeta sabem que se refere ao diabo. Assim, eles praticamente garantiram para o próprio filho uma série de transtornos perfeitamente evitáveis com um mínimo de bom senso. Não é questão de ser religiosos ou não: é questão de colocar-se no lugar do próprio filho e imaginar as situações que ele terá de enfrentar na vida simplesmente porque lhe deram um nome que gera repulsa numa enorme quantidade de pessoas do mundo inteiro.
Autoridades do condado assim se pronunciaram:
“Pedimos desculpas se eles se sentiram ofendidos, mas é dever dos nossos notários aconselhar nesses assuntos, já que, às vezes, as pessoas não têm conhecimento de certos significados ou de associações relativas a certos nomes”.

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