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BOLSONARO DÁ O ULTIMATO: "CHEGA!"


“Chega”, desabafou Bolsonaro e diz que “não teremos outro dia igual ontem”


O presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento em tom de desabafo, criticou a operação da Polícia Federal sobre o inquérito das fake news, que investiga oito políticos e apoiadores bolsonaristas em vários setores. “Ordens absurdas não se cumprem”, afirmou sem citar de quem, mas se referindo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Não teremos outro dia igual ontem. Chega, chegamos no limite. Estou com as aramas da democracia na mão”, disse ele, subindo o tom contra, indiretamente, o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele fez as declarações a jornalistas, nesta quinta-feira (28) na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, muito alterado, disse que não foi justo o cumprimento de mandados da PF que cumpria ordens do STF. E classificou de absurdas as ordens, as quais “não se cumprem”.

“Nunca tive a intenção de controlar a Polícia Federal, pelo menos isso serviu para mostrar ontem. Mas obviamente, ordens absurdas não se cumprem. E nós temos que botar um limite nessas questões”, afirmou Bolsonaro a jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. “Temos que colocar um limite”, declarou Bolsonaro e acrescentou que “não foi justo o que aconteceu no dia de ontem”, completou.

Bolsonaro disse ainda que os alvos da operação da quarta não são bandidos e são chefes de famílias surpreendidos pela PF.




“Trabalhamos ontem quase que o dia todo voltando para uma causa. Com dor no coração, ouvindo reclamos daqueles que tiveram sua propriedade privada violada, que não são bandidos, não são marginais, não são traficantes. Muito pelo contrário, são cidadãos, chefes de família, homens, mulheres, que foram surpreendidos com a Polícia Federal, que estava cumprindo ordens, batendo em sua casa”, afirmou o presidente.

No pronunciamento, Bolsonaro afirmou que deseja entendimento e está aberto a conversar com o presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux e buscar harmonia entre os poderes.

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