CNI defende isolamento vertical na indústria contra a covid-19


Propõe ações com Sesi e Senai
Sugere testes rápidos quinzenais
E certificações de produtos e serviços
Voltados para o combate à pandemia
 
O presidente da CNI, Robson Andrade, contraiu a covid-19
Divulgação/CNI

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade –diagnosticado com covid-19 em 16 de março de 2020– encaminhou nesta 6ª feira (27.mar.2020) correspondência ao presidente Jair Bolsonaro na qual a instituição se prontifica a ajudar na implementação do chamado isolamento social vertical. A estratégia consiste em manter apenas pessoas do grupo de risco para a covid-19 em quarentena.

No documento, também encaminhado aos presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli; do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a CNI argumenta que o isolamento vertical requer forte coordenação entre os setores público e privado.

“A evolução de casos da covid-19 na Coreia do Sul e na Alemanha demonstra que, se bem executada, essa é uma estratégia eficiente para promover o achatamento da curva de propagação do vírus, preservar vidas e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde”, justifica Robson Andrade no documento.

A CNI propõe uma parceria com o governo federal, com o Sesi (Serviço Social da Indústria) se comprometendo a capacitar e dar assistência para realização de testes rápidos da covid-19, custeados com recursos do governo federal, para 100% dos cerca de 9,4 milhões de trabalhadores da indústria, a cada 15 dias, com isolamento social apenas de pessoas com exame que der resultado positivo. Além disso, seriam realizados exames moleculares, conhecidos como contraprova, para verificar falsos positivos da covid-19.

De acordo com o presidente da CNI, para isso, é preciso que sejam feitos testes rápidos nos pacientes sem sintomas, pois acredita-se que 80% da população infectada apresenta poucos ou nenhum sintoma da doença, sendo responsável pela maioria das contaminações locais.

“Trata-se de uma estratégia complexa, mas possível e, no caso do Brasil, necessária, pois as empresas e os cidadãos não terão fôlego financeiro para resistir por 1 período prolongado de isolamento social horizontal”, ressalta Robson Andrade.

A CNI propõe, ainda, a criação de uma plataforma on-line, integrada e colaborativa, para manejo clínico do novo coronavírus em uma rede de atenção primária e de parceiros privados. A confederação sugere a criação de 1 fundo de aval, com recursos no valor de R$ 500 milhões que seriam aportados pelo Sesi, para financiar capital de giro das indústrias de micro, pequeno e médio portes, com faturamento anual de até R$ 10 milhões.

Segundo o presidente da CNI, a prioridade máxima, neste momento, são as ações para preservar vidas, seguindo sempre as diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas ressalta que é crucial que “nos preocupemos também com a sobrevivência das empresas e a manutenção dos empregos”.

Fonte: Poder 360

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