Não que Bolsonaro tenha dito isso, mas.....

Depois que Bolsonaro publicou a carta escrita por Paulo Portinho, um analista da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e professor de Finanças, do Rio de Janeiro, e possivelmente filiado ao Partido Novo, muita água rolou pelo país.

Esquerdistas, torcedores de que tudo dê errado no Brasil, correram dizer que Bolsonaro estava renunciando. Pessoas menos informadas, acreditaram.

Mas até hoje, 5 dias depois, tanto as pessoas "comuns" nas redes sociais e principalmente grupos de whats app, como também conhecidos jornalistas e comentaristas políticos, entre outros grandes, estão reconhecendo a atitude do presidente como um aceno para a população.

Claro que tudo é especulação, mas.....

Muita gente já está pensando que Bolsonaro pode vir a fechar o Congresso e o STF, sendo que este último, já é motivo de descontentamento dos brasileiros, faz tempo.

Esquerdistas irão dizer que isso é anti democrático, mas a verdade é que uma parcela significativa do povo há alguns anos faz campanha por uma intervenção militar. Outra parcela, muito maior, foi a que votou e elegeu Bolsonaro, e esta apoia qualquer medida que ele tome, desde que seja bem explicada, e com propósitos que acompanham o interesse do povo.

Bolsonaro foi eleito com quase 58 milhões de votos, contra 47 milhões do adversário.

Apesar de ninguém possuir bola de cristal, é possível sim, que este presidente decida fechar o Congresso, mesmo que temporariamente, até colocar a nossa casa em ordem.

Lembrando:

Dilma consultou os militares enquanto era presidente, sobre a ideia de um fechamento do Congresso. Antes, Itamar Franco foi procurado e questionado, se não seria o momento de realizar o fechamento do Congresso. Mesmo antes do Regime Militar, o Congresso também já havia sido fechado antes, algumas vezes, no período Vargas, no governo de Deodoro, e até mesmo pelo imperador D. Pedro I, para promulgar uma Constituição para o país.

Fora isso, os eleitores de Bolsonaro estão promovendo uma enxurrada de postagens reproduzindo artigos da nossa Constituição Federal de 1988, onde está previsto que o presidente da República pode fazer isso se necessário.

Fato é que o texto alimenta, e muito, a mobilização popular marcada para o próximo domingo, dia 26. Alguns famosos estão fazendo campanha a favor dessa mobilização.

O que mais, será, que Bolsonaro espera conseguir, com a publicação do texto? Preparar a população e obter o apoio dela?

A ideia de uma possível renúncia de Bolsonaro é algo que não combina nada com uma pessoa que sofreu um atentado, quase morreu, lutou, continuou, e agora está na presidência. Alguém que passou por tudo isso, nem lhe passa pela cabeça renunciar com apenas 5 meses de governo.

Ele deixou claro, desde o primeiro momento, que não é autor do texto.

A verdade é que a nação chegou a um ponto crítico. A partir daqui, em pouco tempo, ou decola no progresso e na recuperação dos danos, ou cai em desgraça, num campo onde a corrupção manda.

Airton Alvares, 21/05/2019, São Paulo, SP

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